quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ATÉ QUANDO?

Até quando vamos ver nossos atletas justificarem suas ausências em competições ou tropeços e fracassos nestas Olimpíadas de Pequim (Beijing) por falta de incentivos do governo? Até quando?

Hoje, pudemos presenciar a derrota de mais um deles, o judoca Eduardo Santos, que perdeu a disputa do bronze olímpico. Triste a história deste guerreiro que até o final do ano passado não tinha sua faixa preta no judô devido a falta de apoio, de ter R$ 1500,00 para pagar o exame de faixa.


É triste...mas é o nosso Brasillllll ! ! !

Até quando vamos ficar vendo esses babacas que detêm o poder posar de bom moço, viajar milhares de quilômetros, como fez nosso excelentíssimo presidente para posar de grande homem do governo, e nossos atletas terem que suar muito como qualquer atleta de qualquer país e suar mais ainda, para tentar conseguir apoio e incentivos a qualquer esporte.
Basta olhar o que o EUA faz a anos e o que a CHINA fez para esta Olimpíada. São centros olímpicos bem preparados e estruturados que dão total apoio e incentivo aos esportistas e não serão quaisquer R$ 1500,00 que farão um atleta atrapalhar seus treinos para o momento mais esperado de um esportista.

Vamos esperar que um dia isso possa acontecer neste país.

Por enquanto esse é o nosso Brasil.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

De novo com a boca no mundo, desta vez no mundo olímpico!!!


A primeira medalha do Brasil nos jogos Olímpicos 2008 realizados em Pequim na China foi conquistada pela judoca Ketleyn Quadros, a atleta brasiliense de 20 anos, disputou no terceiro dia de competições pela sua categoria - até 57kg - a medalha de bronze derrotando a australiana Maria Pekli, com o feito inédito a brasileira entrou para a história como a primeira medalhista mulher do país em esportes individuais inaugurando o quadro de medalhas olímpico do Brasil em Pequim. O mais importante disto tudo é que com a conquista, Ketleyn se torna à primeira mulher e como mulher, negra e judoca a subir no pódio pelo Brasil numa Olimpíada, quebrando vários tabus estabelecidos desde a participação feminina na delegação brasileira em uma Olimpíada, justamente quando nestes jogos olímpicos o Brasil tem a sua maior delegação, composta de 277 atletas, sendo que desta vez a participação feminina foi a maior de todos os tempos já registrada.

Acredito que o fato ocorrido motiva ainda mais as mulheres que lutam para conquistar o seu espaço, não só no esporte como também em toda sociedade, principalmente as mulheres negras que são o nosso maior símbolo de luta e resistência contra o preconceito, por isto espero que a medalha conquistada seja mais um incentivo e abre alas de muitas vitórias históricas nos esportes, nas ruas, nas praças, no mercado de trabalho, na família, na política para que as nossas verdadeiras guerreiras do cotidiano possam se apropriar no presente momento e sempre, valorizando cada vez mais a mulher dentro da nossa sociedade.

Parabéns Ketleyn,
Acorda Brasil!!!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Memória Brasileira - O verdadeiro Carlos da Bahia...


O verdadeiro líder político da Bahia, atuante no cenário político nacional, mas infelizmente esquecido na nossa história, acha que eu estou falando de ACM? Claro que não, pois me refiro ao verdadeiro Carlos baiano, o nosso emblemático Carlos Marighella, um árduo e ativista militante do movimento estudantil e excelente guerrilheiro que lutou contra o regime militar (ditadura) imposto na década de 60, mas a nossa nação fez questão de apagar o seu registro em nossa história e sabemos que a memória popular está atrelada somente àquilo que se passa nos meios de comunicação políticos e se dispersa com a mesma facilidade de grãos de areia jogado ao vento.


Morto durante o regime militar, a história encarrega-se, aos poucos, de desmistificar a imagem daquele que já foi considerado o "inimigo público número 1"

Marighela, dentro de um fusca (à direita) tinha um encontro marcado com freis dominicanos à altura do número 806 da Alameda Casa Branca. Mas o delegado Fleury o esperava lá. Foi morto com quatro tiros.

Quatro de novembro de 1969, São Paulo. Em uma operação que envolveu um total de 29 homens, a equipe do DOPS chefiada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury mataria Carlos Marighella, o líder comunista mais procurado do Brasil, em uma emboscada na Alameda Casa Branca. As ordens eram claras: Marighella não deveria ser preso. Na disputa pelo mérito de ter eliminado o fundador e comandante da Ação Libertadora Nacional (ALN), uma investigadora foi morta e um delegado foi ferido.

Desde a volta do exílio em Cuba, em 1979, Clara Charf, viúva do líder comunista, empenha-se em resgatar a memória e desconstruir a imagem do "inimigo público número 1" criada em torno da figura de Marighella. "Ele acreditava que nada poderia ser transformado sem luta e é isso que estamos fazendo. Mesmo quem discordava dos métodos utilizados por ele reconhece a sua coerência e coragem durante toda a vida", diz.

Na opinião de Clara, a realidade atual poderia ser outra se Marighella não tivesse sido assassinado em 1969. "Ele utilizou todas as formas de luta de acordo com cada situação que enfrentou e nos dias de hoje não seria diferente." Durante os 58 anos de vida, passou por todas as experiências pelas quais um revolucionário poderia viver e, afirma, jamais cruzaria os braços.
Para o cientista político Alcindo Gonçalves, a opção da luta armada contra o regime militar seguida por Marighella e pelas dissidências do Partido Comunista não foi acertada. "Todas as experiências duraram pouco tempo e não tiveram apoio popular expressivo", disse. A ditadura começou a ceder, segundo ele, quando formou-se um amplo arco de forças políticas contra o sistema, o que revelou ser o melhor caminho. "Apesar disso, a importância dele no processo de defesa das causas populares é única, não apenas durante a ditadura como em toda a vida, e sua imagem precisa ser lembrada por isso."

Segundo Vladimir Sacchetta, um dos autores da fotobiografia "A Imagem e o Gesto" (Editora Fundação Perceu Abramo), se estivesse vivo Marighella certamente continuaria militando na esquerda e apoiando movimentos sociais, como o MST. É importante, segundo Sacchetta, diferenciar a luta armada da época do regime militar do terrorismo atual. "Marighella seria terminantemente contra os atentados ao World Trade Center e terroristas como Bin Laden", afirma.

Filho mais velho de uma família humilde – seu pai era imigrante italiano e sua mãe descendente de escravos africanos – Marighella, nasceu num sobrado da Baixa do Sapateiro, em Salvador. Dos tempos de escola, ficou conhecido pelos constantes questionamentos e por uma prova de física respondida em versos. O poema/prova nota 10 ficou exposto em um mural como exemplo de imaginação criadora.

Ingressou no Partido Comunista no início dos anos 30, via juventude comunista. Em 1932 seria preso pela primeira vez, nas manifestações dos estudantes baianos em apoio ao movimento constitucionalista. Quatro anos depois, já no Rio de Janeiro, onde militava pelo PCB, seria preso novamente e duramente torturado.


Em homenagem ao Carlos da Bahia, o nosso querido Marighella é que mudo a partir de hoje a minha assinatura para El Marighella!!!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A Democratização da Comunicação


O debate trás o crescimento, a formulação de novas idéias, a motivação de sempre querer alcançar mais e lutar por aquilo que realmente se acredita. Este foi o territorial de Salvador na Primeira Conferência de Comunicação Social da Bahia realizado no último sábado, dia 02 de agosto de 2008 no Colégio Parque situado no bairro da Caixa D’água que teve participação de vários órgãos públicos e representantes da sociedade civil e o Digo & Penso teve lá para conferir, acompanhar, debater e contribuir.

Como já era prevista nenhuma cobertura dos meios de comunicação comerciais, pois para eles não é viável se debater a democratização da comunicação ficando evidente a proteção do oligopólio e dos seus interesses individualistas, o mais interessante é que muitos deles chegam a afirmar o seu compromisso com a população pelo social através da comunicação, mas fica notório com a ausência destes meios na cobertura e divulgação do debate, qual o verdadeiro compromisso deles, dispensando qualquer outro comentário.

O evento teve a sua abertura com uma apresentação teatral de uma rádio comunitária que vivia a ameaça de ser fechada por causa de interesses políticos, logo após a encenação foi à vez dos representantes de cada classe social, profissional e política, como a liderança estudantil, o sindicado dos jornalistas, o sindicato dos radialistas e publicitários, professores da área de comunicação, bem como os representantes do governo do Estado discursarem sobre a importância do evento e o debate, depois da cerimônia de abertura foram divididos os grupos em quatro eixos temáticos distribuídos em salas com mediadores e sensibilizadores de cada tema, os assuntos foram 1) Comunicação e Desenvolvimento Territorial, 2) Políticas Públicas de Comunicação, 3) Comunicação e Educação e 4) Cidadania e Novas TIC. Depois dos debates ocorridos em dois momentos foram apresentadas propostas e elegidos 75 delegados para defesa das próprias, com o então feito o evento foi encerrado com a presença do Assessor de Comunicação do Estado da Bahia Robinson Almeida que esteve presente deste o início do cerimonial.

Agora é cobrar do governo ações para colocar em prática todas as propostas idealizadas junto à sociedade civil e fazer com que os debates que foram realizados em todos os territoriais não venham cair no esquecimento, pois é do interesse da comunidade que todos nós possamos atuar como agente de mudança dentro deste processo e fiscalizar as ações e políticas públicas.

VAMOS SUJAR A cidade?

Que porra é essa?
Começou tudo novamente. De dois em dois anos as cidades ficam sujas e feias por conta dos bostéticos dos candidatos políticos que sujam as ruas de todas as cidades deste país.

Não dá para entender porque o TSE não proíbe este tipo de propaganda eleitoral e libera o uso da Internet, como em outros países,e outdoors.

Coisas tão simples de se fazer e que não aumentaria a poluição visual que cresce a cada dia.

É hora de entrarmos logo no século XXI porque não dá para ficar com a mentalidade tacanha do século passado.

P.D.D.U.uuuuuuuuuu


Não se fala em outra coisa. Pelo menos as pessoas que acompanham o desenvolvimento da nossa cidadezinha de Salvador.

O P.D.D.U (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) de Salvador foi embargo neste último final de semana.
Com isso, várias obras serão paradas até segunda ordem.
Eu, particularmente, pelo pouco que sei a respeito, sou contra ao projeto. Não vemos um projeto decente que respeite o meio ambiente e pense no escoamento do tráfego.
Mas por que será que tanta gente anda preocupado com esse Boom imobiliário?

Acredito que essa resposta é simples. É porque vai afetar diretamente a população das classes média e alta, vide o que vem ocorrendo na Avenida Luiz Viana Filho (PARALELA).

Quando esse crescimento ocorreu e ocorre nos bairros pobres e/ou humildes ninguém se preocupa com tal fato. Basta colocar meia dúzia de ônibus para atender milhares de assalariados que mal tem dinheiro para comprar uma motocicleta e têm que andar de buzú mesmo. Enfim, danem-se os pobres e resolvam os problemas dos poderosos.

Não podemos deixar de pensar também que administração judiciária é essa que vem ocorrendo em Salvador. Por mais que não gostemos da atual administração ou Câmara dos Vereadores não podemos aceitar que um poder interfira no outro. Além do P.D.D.U. que foi embargado, voltou a ser paralisado mais uma vez o AEROCLUBE.

Com isso a cidade não cresce nem se desenvolve.