
Título: A Política
Autor: Arististóteles
Aguce ainda mais o seu conhecimento!!!
É só clicar e baixar:
http://www.4shared.com/get/15577456/234f21fa/Aristoteles_-_A_politica.html

O Sociólogo Demétrio Magnoli foi totalmente infeliz em afirmar no último programa Canal Livre realizado pela BAND, se baseando apenas em argumentos científicos, a inexistência de raças; uma das suas falácias mais incoerentes proferida foi quando, o próprio, afirmou que o Brasil do século XIX não se utilizou do conceito racial para justificar a escravização humana, sinceramente eu acho que no mínimo ele deve ter surtado. O escritor do livro “Uma gota de sangue” que inclusive utiliza os conceitos raciais eurocêntricos para justificar a sua opinião em relação ao racismo, esquece que a questão vai muito mais além, pois o que ele propõe são cotas sociais para solucionar a questão das desigualdades dentro da nossa sociedade, só que no Brasil a multidão de pobres são oriundos dos primeiros miseráveis escravizados, que logo após libertados foram jogados nas ruas sem nenhum tipo de amparo social; e não tiveram outra alternativa a não ser voltarem para a escravidão, ou seja, oferecer a sua força de trabalho em troca de uma mera sobrevivência desumana, enquanto a “raça ariana” brasileira continuavam sendo beneficiada pelos seus títulos e nomes nobres, obtendo as posições de destaques e as melhores oportunidades dentro da sociedade. Atualmente a miscigenação amenizou a questão da estética da racialidade, mas o ilustre escritor prefere ver isto como ausência de raças, ou seja, de negros e índios, pois todos por aqui são pardos, porém o que houve historicamente foi o esbranqueamento da população brasileira com as imigrações no século XX, que por sua vez, veio ressaltar ainda mais o racismo no Brasil.
Agora meu caro Demétrio, observei as suas indagações, e concordo com você quando diz que a grave deficiência no sistema educacional público é o principal fator que contribue com a existência da política de cotas, e somente sobrevive por
falta de uma ampla reforma da educação básica, bucando melhorar a qualidade de ensino-aprendizagem, mas deixo aqui outra indagação; será que com a melhora deste pilar social os afrodescendentes, negros e índios teriam acesso a esta educação? Acredito que ela ficaria gratuitamente para a elite branca e burguesa, e a conta seria nossa mais uma vez, assim como acontece nas universidades públicas. A questão não é só melhorar o sistema educacional público do nosso país, mas sim criar condições para que todos tenham acesso a ele sem discriminação.
Cientificamente acredito não existir raças, mas socialmente a racialidade está ferozmente incutida nas mentes das pessoas, e uma mentira repetida várias vezes a exaustão, assim como a propaganda nazista fazia na Alemanha, acaba se tornando uma verdade cruel, desumana e muito perversa pra quem vive do lado de cá, por isto sou a favor da reparação.
A paz sem voz, não é paz é medo, pois é, eu vim aqui pra dizer que não tenho medo do sistema, e não estou aqui pra conservar a paz pra tentar ser feliz, pois não terei felicidade enquanto ver os meus irmãos sofrerem, serem torturados e mortos, e os espaços aqui são pra fazer a comunicação fluir, e oportunizar os excluídos a dizerem aquilo que pensam, por isto somos “Digo & Penso”, não estamos aqui pra fazer valer o pensamento burguês excludente e a sua paz momentânea.
A minha alma está armada e apontada para cara do sossego e de quem for contra os meus irmãos, não me abato com nada, se quiser me calar vão ter que fazer melhor que isto, pois só vou parar de dizer aquilo que penso no momento em que a minha alma não estiver mais armada, ou seja, quando ela não estiver mais comigo...
As ameaças, apenas me alimentam...
El Marghella

No último domingo assisti a entrevista com o polêmico e controverso Cabo Anselmo, realizada no programa Canal Livre da Rede Bandeirantes, e fiquei perplexo com o tamanho grau de ingenuidade de um homem que participou de treinamentos de guerrilha em Cuba e fez parte da VPR – Vanguarda Popular Revolucionária liderada por Carlos Lamarca e disse que durante a revolta dos marinheiros não sabia quem era Carlos Marighella e se sentiu coagido a ler o seu manifesto, afirmando não ter idéia das proporções do seu gesto, alegando apenas defender os direitos dos militares praças da Marinha Brasileira. Sinceramente não convenceu, numa roda de bate volta de perguntas onde o tempo todo o Cabo Anselmo se contradizia, o próprio se defendia expondo por diversas vezes que tudo não passava de um misticismo em relação ao seu nome. O mais repugnante para mim foi quando ele afirmou ter delatado os seus companheiros, sendo que um deles era a sua própria namorada Soleda que gerava um filho dele dentro do seu ventre, justificando para o ocorrido a sua descrença em relação à ideologia socialista, pois é, a maioria dos seus companheiros delatados foram mortos, inclusive a própria Soleda, fato que para ele seria uma surpresa diante do cenário hostil e brutal protagonizado pela ditadura. A sua descrença não seria um motivo forte para que ele agisse como um agente duplo, desde quando teve chance de fugir para outro país de acordo com as suas próprias palavras contraditórias proferidas durante a entrevista diante das indagações dos jornalistas da Band.