sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Depois da denúncia, eles se enquadraram



Depois de uma denúncia feita pela redação do blog junto ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) a partir de uma situação ocorrida com um irmão e cidadão soteropolitano em uma matéria anterior, o SIMM Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-obra procurou se enquadrar, mas claro que eles vão dizer que tudo já era planejado, só que basta vocês procurarem nas postagens antigas do nosso blog, compararem as datas das notícias e enxergaram a verdade.

Estamos aqui para fazer a ação e movimentação pelo coletivo!


Data da Publicação:
16/10/2009


A partir de segunda-feira (19) quem estiver à procura de emprego terá a internet como mais uma opção. A novidade está na implantação do projeto-piloto Sigae Web, que vai permitir o cadastramento de currículos, além do acompanhamento de processos seletivos realizados através do Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-obra (Simm).
Salvador é a segunda cidade do país a utilizar o novo sistema, oferecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que tem como objetivo oferecer mais comodidade aos candidatos, assim como reduzir o tempo de atendimento nos postos, que recebe uma média de 1.500 pessoas por dia. O sistema vai beneficiar também os empregadores que poderão cadastrar vagas, consultar currículos de candidatos, fazer convocação e registrar resultado de seleção.


Segundo a gerente do Simm, Hildenízia Chagas, o candidato terá a possibilidade de fazer o cadastramento a partir de casa ou de uma lan house, com a vantagem de não perder tempo no deslocamento e poupar gastos com transporte. "A novidade é muito positiva e não impede que o cidadão utilize os serviços nos postos como já vem fazendo normalmente", esclarece.


Para acessar o SIGA WEB é só digitar o endereço https://sigaeweb.mte.gov.br/trabalhador. Tanto o candidato quanto o empregador terá que obter um login e senha para efetuar os serviços.

domingo, 11 de outubro de 2009

A Onda: O pequeno facista que existe em nós


O caso tem uma base real, pois aconteceu nos Estados Unidos, mas seu desenvolvimento é pura ficção. Uma escola quer mostrar aos alunos as vantagens e desvantagens de determinadas formas de governo e concepções políticas. Um professor de cabeça arejada deseja pegar a turma que iria explorar os pressupostos do anarquismo. Mas a direção da escola o manda dar aulas de autoritarismo. E lá vai ele, com a melhor das intenções e o pressuposto didático de que a maneira correta de combater uma posição indesejável é mostrar quais são as consequências. O propósito é levar um ideário até seu limite.

Partindo desse princípio, o diretor Dennis Gansel trabalha, de maneira sutil, com as sementes de autoritarismo que existem na cabeça de cada um. Essa disposição pode ser vista como universal. Mas assume forma dramática no país onde se passa a história, a Alemanha, por conta do seu passado recente. Há um preâmbulo necessário. Os jovens já não podem mais nem ouvir falar em nazismo ou Hitler. "Não temos nada com o passado." A despeito disso, a proposta do professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é mostrar como ninguém está totalmente vacinado contra ideias totalitárias e como elas se criam, como atitude psicológica em indivíduos e grupos e como forma política.

Assim, a natural tendência à associação pode levar a uma radical separação entre quem pertence e quem não pertence ao grupo. A idolatria ao líder e o estabelecimento de limites entre o "fora" e ao "dentro", com a consequente intolerância em relação a quem é diferente e não adere ao grupo. Intolerância que pode, no limite, assumir todas as formas possíveis da violência. Isso acontece nas torcidas de futebol, grupos rivais de adolescentes, agremiações políticas. No limite, deu no nazismo e no fascismo.

Embora faça um filme de tese, Gansel trabalha com sutileza, sem forçar a barra. Mesmo porque sua fábula moral é a de uma espécie de aprendiz de feiticeiro. Alguém que manipula coisas perigosas, não sabe a hora de parar e chega a fins indesejáveis. O desfecho é ampliado em relação ao que aconteceu na vida real. Dramaticamente, mostra que a democracia e a aceitação da diferença são bens sempre precários, nunca de fato conquistados. A sombra do pensamento autoritário está sempre presente, no fundo de cada um de nós. Basta olhar para o dia a dia e se convencer disso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

É só clicar e baixar: livro grátis para Download



Título: A Política
Autor: Arististóteles
Aguce ainda mais o seu conhecimento!!!

É só clicar e baixar:

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Racismo X Cotas

O Sociólogo Demétrio Magnoli foi totalmente infeliz em afirmar no último programa Canal Livre realizado pela BAND, se baseando apenas em argumentos científicos, a inexistência de raças; uma das suas falácias mais incoerentes proferida foi quando, o próprio, afirmou que o Brasil do século XIX não se utilizou do conceito racial para justificar a escravização humana, sinceramente eu acho que no mínimo ele deve ter surtado. O escritor do livro “Uma gota de sangue” que inclusive utiliza os conceitos raciais eurocêntricos para justificar a sua opinião em relação ao racismo, esquece que a questão vai muito mais além, pois o que ele propõe são cotas sociais para solucionar a questão das desigualdades dentro da nossa sociedade, só que no Brasil a multidão de pobres são oriundos dos primeiros miseráveis escravizados, que logo após libertados foram jogados nas ruas sem nenhum tipo de amparo social; e não tiveram outra alternativa a não ser voltarem para a escravidão, ou seja, oferecer a sua força de trabalho em troca de uma mera sobrevivência desumana, enquanto a “raça ariana” brasileira continuavam sendo beneficiada pelos seus títulos e nomes nobres, obtendo as posições de destaques e as melhores oportunidades dentro da sociedade. Atualmente a miscigenação amenizou a questão da estética da racialidade, mas o ilustre escritor prefere ver isto como ausência de raças, ou seja, de negros e índios, pois todos por aqui são pardos, porém o que houve historicamente foi o esbranqueamento da população brasileira com as imigrações no século XX, que por sua vez, veio ressaltar ainda mais o racismo no Brasil.



Agora meu caro Demétrio, observei as suas indagações, e concordo com você quando diz que a grave deficiência no sistema educacional público é o principal fator que contribue com a existência da política de cotas, e somente sobrevive por falta de uma ampla reforma da educação básica, bucando melhorar a qualidade de ensino-aprendizagem, mas deixo aqui outra indagação; será que com a melhora deste pilar social os afrodescendentes, negros e índios teriam acesso a esta educação? Acredito que ela ficaria gratuitamente para a elite branca e burguesa, e a conta seria nossa mais uma vez, assim como acontece nas universidades públicas. A questão não é só melhorar o sistema educacional público do nosso país, mas sim criar condições para que todos tenham acesso a ele sem discriminação.


Cientificamente acredito não existir raças, mas socialmente a racialidade está ferozmente incutida nas mentes das pessoas, e uma mentira repetida várias vezes a exaustão, assim como a propaganda nazista fazia na Alemanha, acaba se tornando uma verdade cruel, desumana e muito perversa pra quem vive do lado de cá, por isto sou a favor da reparação.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Desaparecidos


Por favor ajude a encontrar os meus companheiros e irmãos!!!

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O Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil, denominado "Memórias Reveladas", foi institucionalizado pela Casa Civil da Presidência da República e implantado no Arquivo Nacional com a finalidade de reunir informações sobre os fatos da história política recente do País.

Dando continuidade a iniciativas dos últimos governos democráticos, em novembro de 2005, o Presidente Lula assinou decreto regulamentando a transferência para o Arquivo Nacional dos acervos dos extintos Conselho de Segurança Nacional, Comissão Geral de Investigações e Serviço Nacional de Informações, até então sob custódia da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e passou à Casa Civil a coordenação do recolhimento dos arquivos.

O Centro constitui um marco na democratização do acesso à informação e se insere no contexto das comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um pedaço de nossa história estava nos porões. O "Memórias Reveladas" coloca à disposição de todos os brasileiros os arquivos sobre o período entre as décadas de 1960 e 1980 e das lutas de resistência à ditadura militar, quando imperaram no País censura, violação dos direitos políticos, prisões, torturas e mortes. Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.

A criação do Centro suscitou, pela primeira vez, acordos de cooperação firmados entre a União, Estados e o Distrito Federal para a integração, em rede, de arquivos e instituições públicas e privadas em comunicação permanente. Até o momento, em 13 Estados e no Distrito Federal foram identificados acervos organizados em seus respectivos arquivos públicos. Digitalizados, passam a integrar a rede nacional de informações do Portal "Memórias Reveladas", sob administração do Arquivo Nacional.

Essa iniciativa inédita está possibilitando a articulação entre os entes federados com vistas a uma política de reconstituição da memória nacional do período da ditadura militar. Os acordos firmados entre a União e os Estados detentores de arquivos viabilizam o cumprimento do requisito constitucional de acesso à informação a serviço da cidadania.

Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos a democratização do Estado e da sociedade. Possibilitando o acesso às informações sobre os fatos políticos do País reencontramos nossa história, formamos nossa identidade e damos mais um passo para construir a nação que sonhamos: democrática, plural, mais justa e livre.

Dilma Vana Rousseff
Ministra-Chefe da Casa Civil

http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/

http://www.desaparecidospoliticos.org.br/