quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DENÚNCIA DE ABUSO DE AUTORIDADE POLICIAL

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Denúncia contra policiais da 12ª CP da Polícia Civil‏

Na última sexta feira, aproximadamente às 18 horas da tarde, fui detida na 12ª Delegacia da Polícia Civil acusada de infringir os artigos do código penal 163 (dano a patrimônio público), 329 (resistência a prisão), 331 (desacato à autoridade), mais o art. 21 (agressão a outrem), da Lei Complementar de Contravenções Penais, com testemunho de três policiais e da delegada titular daquela delegacia contra mim.

Vou explicar tudo:

Meu nome é Ludimilla Santana Teixeira, sou moradora do endereço Rua Acácia Amarela, 353, Bloco E, Apto. 303, bairro Jardim das Margaridas, próximo ao Aeroporto, sou Funcionária Pública Federal do INSS há seis anos. Depois de sair do meu trabalho na Agência da Previdência Social de Itapuã na sexta-feira (16/10/2009) e após minha ida ao SAC Boca do Rio, por volta das 17h20, fui à delegacia da Polícia Civil, também situada no bairro de Itapuã, na tentativa de registrar dois Boletins de Ocorrência referente a alguém que estava com meu CPF em seu cadastro do PIS da Caixa Econômica, fato que descobri através do sistema CNIS do INSS, e denunciar que recebi carta de convocação para o ENEM com meu primeiro nome e endereço, mas sobrenomes trocados. Os policiais se negaram registrar as ocorrências, dizendo que eu tinha que ir à Delegacia Especializada situada na baixa do fiscal, insisti em ter os boletins, até porque eles poderiam registrar a ocorrência e passar para delegacia especializada, que ficava muito longe de minha residência e trabalho. Negaram-se, novamente, daí pedi o nome do policial que me atendeu para levar a corregedoria verificar se isso estava correto. Percebi que ele iria me dar, mas preferiu antes me levar para conversar com a delegada titular Dra. Cristiane Inocência Xavier. Fui falar com ela, que me tratou de maneira ríspida e arrogante, dizendo que estava atrapalhando o seu trabalho, me retirei, mas antes pedi que me fornecesse seu nome, ela me deu um cartão com até sua matrícula. Desisti de conversar mais com ela, retornei ao outro policial para pegar seu nome também e ir embora.

Ele ia me dar, mas a delegada interfonou para ele, percebi que era ela ao telefone pelo tom da conversa, ela ordenou que não fosse me dado nada mais, então ele disse que iria cumprir suas ordens, pois eram superiores, que eu fosse embora. Diante disso, continuei pedindo educadamente, ele continuava se negando, eu disse que queria ir embora, não queria atrapalhar o trabalho dele, apenas queria o nome, se ele estivesse fazendo o correto nada tinha a temer, ele não me deu e saiu da recepção da delegacia. Outro policial veio em seu lugar, perguntando agressivamente o que eu queria lá, resumi a historia e disse que queria o nome do policial que me atendeu.

O policial começou a me gritar na frente de todas as pessoas que lá estavam presentes, coloquei o celular no bolso e gravei toda a cena, também pedi pra ele não falar comigo daquele jeito, já que o estava tratando educadamente, ele batendo na mesa, disse que quem mandava lá era ele, que eu não iria ensiná-lo como trabalhar e ele falava no tom de voz que quisesse.

Diante de tudo isso, pedi seu nome também, afinal gravei o som da conversa, agressão verbal na verdade, mas não a imagem, não iria adiantar dar queixa na corregedoria sem saber o nome do policial. Ele, claro, se negou também e foi super grosso, até me fazer ir às lágrimas, me ameaçou até de prisão, estendi os braços para ele e disse para me prender se quisesse, mas que me dissesse qual o crime cometido. Tudo foi testemunhado por meia dúzia de pessoas que lá estavam prestando queixa.

Outros policiais vieram, tentando me acalmar, a delegada desceu e começou a me chamar de problemática abusada, alguns policiais até se desculparam pelo colega, dizendo que era grosso assim mesmo, disseram pra ficar sentada que iriam resolver meu problema, continuei lá sentada, esperando. Esperei por meia hora, e decidi dar queixa de agressão do policial, quando ele estava saindo do plantão, fui até ele e tirei uma foto, enfim poderia identificá-lo.

Resultado: a delegada estava por trás de mim, tomou o celular da minha mão, outros dois policiais me pegaram por trás e me empurraram para dentro da delegacia, até então estava no rol de entrada, lá dento da sala fui agarrada por três homens e mais duas mulheres assistindo, a delegada e outra policial feminina, ela estava desesperada para apagar as fotos e vídeos, eu consegui tomar o celular dela sem violência e coloquei dentro da minha calça. Recebi uma gravata, mas entorse no braço, caí no chão, puxaram meus cabelos, colocaram os joelhos em minhas costas e pescoço, entortaram meu braço até onde puderam, eu gritava, pedia socorro, pedia que parassem, tentaram me algemar na maior brutalidade, os policiais me xingavam até que tomaram o celular, algumas pessoas assistiram assustadas, mas nada fizeram.

Mesmo depois de tomarem o celular, continuei algemada, com um braço no meu pescoço e meu braço entortado para trás, me colocaram numa cela dos fundos, na verdade era o corredor da cela dos presos de lá. Alguns policiais me olhavam com cara de sarcasmo, outros de raiva, a delegada tava furiosa, me xingava o tempo todo. Me humilharam, durante o ocorrido minha blusa abriu, meu sutiã também, fiquei semi-nua, na cela ela mandou eu tirar a roupa na frente de todo mundo, depois pediu que os homens saíssem, mandou me agachar sem calça na frente dela, me neguei, ela disse q ia ser pior porque iria me revistar pessoalmente, então cooperei.

Tudo isso começou as 17h, fui presa as 18h, e fiquei lá mofando até umas 22h. Tudo isso sem conhecimento de ninguém, já que me negaram o direito a ligação, disseram que iriam ligar para alguém da minha família, dei o número do meu irmão, pois tive medo de dar o da minha mãe que é cardíaca, ela podia passar mal. A delegada e os policiais vez por outra iam lá para me humilhar, dizer coisas do tipo “porque você fez isso?”, como se tivesse feito alguma coisa. Inclusive ela me aconselhou a não conversar com os presos, já q eles eram “bicho doido” (palavras dela), eu não conversei, mas eles sabiam que eu tava lá porque ouviram meu choro compulsivo, ela também disse pra ficar bem caladinha ou iria me colocar junto com eles. Após algumas horas lá dentro ouvi um barulho de vidro quebrando lá fora, na hora exclamei “meu Deus, quebraram o vidro e vão dizer que fui eu!”, corri para frente da cela dos presos e falei com eles, mostrei a cara e disse meu nome, já que estavam tentando me incriminar de algum jeito senti medo de me matarem e ninguém ficar sabendo, pois ninguém sabia que eu estava lá.

Meia noite aproximadamente a delegada plantonista, Dra. Itana, finalmente foi me ouvir, a titular já tinha ido embora. Comecei a me recompor achando que iria finalmente para casa. Não leu meus direitos nem me cientificou do que estava sendo acusada, queria que desse minha versão sem saber qual era a deles, então vi em cima da mesa um papel que dizia que desacatei autoridade, quebrei o vidro, agredi um policial no braço, esganei outro e ameacei todos. Fiquei super nervosa na hora e caí nas lágrimas, à delegada plantonista falava ironicamente comigo, que não adiantava chorar, que tinha que ter pensado antes de fazer tudo isso, eu afirmava para ela que não fiz, quiseram pegar minha declaração, mas me neguei, disse que só falaria na presença de um advogado ou na frente do juiz, ela ficou uma fera! Também me neguei a assinar a confissão de culpa, até porque não fiz o que disseram. Quando questionei o direito constitucional de fazer uma ligação ou avisar minha família e advogado, a delegada plantonista se negou, disse que estava assistindo filmes demais, que a constituição brasileira era só papel e que na vida real não funcionava como no papel.

Ela foi super grossa, ainda disse que eu estava complicando ainda mais minha situação. Então fiz a declaração, enquanto o escrivão anotava e a delegada plantonista estava distraída fazendo lanche do Habib’s, vi que minha bolsa estava em cima da mesa, disfarcei que estava verificando meu dinheiro, peguei meu celular dentro da minha bolsa e enviei quatro torpedos para meu irmão e mais três amigos, dizendo “to presa na p civil itapua, por favor advogado”. O meu irmão retornou a ligação prontamente, atendi contrariando as recomendações da delegada que me proibiu de tocar no telefone. Se eu não tivesse feito isso, acredito que minha família só seria avisada pela manhã, já que eles queriam me humilhar. Também não assinei as declarações porque percebi que não escreveram exatamente o que eu disse, a delegada nem queria deixar eu ler porque ficou com raiva porque usei o celular. Na dúvida não assinei nada, foi isso que os presos tinham de aconselhado.

Meu irmão chegou alguns minutos depois, eles deixaram ele me ver na cela onde estava ALGEMADA num corrimão sentada numa cadeira, ele pegou minhas coisas e telefone, começou a ligar para advogados que conhecia, também avisou minha mãe e amigos, ela quase passou muito mal! Os policiais pararam de se irônicos apenas na presença dele, mas para ele contaram a versão que tinham inventado. Esperei mais uma ou duas horas, não sei ao certo, pois não tinha relógio ou celular. Fui transferida ALGEMADA para fazer exame de corpo delito, fui conduzida no banco de trás da viatura e outro preso de alta periculosidade estava na mala. Pelo caminho fui torturada psicologicamente, os policiais faziam comentários sobre o que acontece a quem atravessa o caminho deles.

No IML me mantiveram ALGEMADA todo o momento, implorei para que retirassem já que estava machucando os meus pulsos, disseram que estavam cumprindo ordens da delegada que os informou que eu agressiva e periculosa. Lá fizeram minha identificação criminal contrariando o código penal e lei de identificação, já que eu estava com todos os meus documentos (minha carteira de habilitação, cartão de plano de saúde, cartões de crédito e contracheques do trabalho), fizeram isso para me humilhar ainda mais. Um dos policiais ainda me recomendou que permanecesse calada durante o exame, para que não retardasse os trabalhos, mas claro que não segui suas recomendações. Assim que entrei na sala comecei a narrar o fato, ainda pedi ao perito que verificasse se possuía marcas de corte por vidro já que estava sendo acusada de quebrar a janela da delegacia.

Depois do IML, me encaminharam a DERCCA em Brotas. Ao chegar lá, apesar de questionar ao agente se ele tinha ciência que possuía nível superior, fui metida numa cela comum superlotada, capacidade para 12 presas, mas tinha 36 comigo. Fiquei com muito medo, mas procurei não demonstrar. As meninas no primeiro momento debocharam e diziam q iam dormir comigo, procurei orar e pedi forças a Deus, o que me acalmou, quando elas viram minha tranqüilidade me deixaram em paz, também aceitaram de bom grado saber que estava lá por ser acusada de agredir policiais, não questionei, pois senti que estaria segura se elas pensassem isso. Minha mãe também pediu que fosse providenciado atendimento médico para mim, coisa que foi prometida e não cumprida, já que só fui ao médico ao domingo, após consegui a liberdade provisória aproximadamente às 23h do sábado.

Tava toda quebrada e doída, várias escoriações nos braços, costas, pescoço, galos na cabeça, cabelos partidos, orgulho ferido… Dormi naquele chão sujo no meio de traficantes, estelionatárias, ladras, assassinas e inocentes como eu, cada história que vi lá, muitas presas por formação de quadrilha alegando inocência, dizendo que a polícia as prenderam mesmo sem ter provas concretas. Procurei me integrar, conhecer e seguir as regras, logo achei amizades e proteção. Elas se preocupavam muito comigo, não me deixavam ficar triste e com fome, eu me recusava a comer porque não sentia vontade, elas insistiam porque não podia ficar fraca naquela hora.

Pensava tanto na minha família! Mas estava super confiante que ia sair no dia seguinte porque a advogada havia passado lá p eu assinar uma procuração para ela entrar com pedido de liberdade provisória. Algumas presas tentaram baixar minha confiança dizendo que os policiais iam interferir para o juiz não dar o meu direito. Outras presas muito legais trataram de me animar, disseram para confiar em Deus e na advogada! No sábado a noite saiu a decisão, meu irmão foi me buscar com a advogada. Que alívio!!! Fiquei 24 naquela pocilga, mas saí.

Cadeia superlotada, o dobro de mulheres, mesmo com nível superior não me deram o direito a cela especial, nem a ligação. Lá não tinha chuveiro, a água descia por uma infiltração do teto, banho só de balde, não tinha o mínimo de dignidade humana. Nunca achei que ia passar por isso, abuso de autoridade e eu que sou fichada! Tenho medo de sair na rua, de policiais atentarem contra minha vida e de minha família.

Por dentro, abalaram meu psicológico, feriram minha alma. Vou superar tudo isso com fé em Deus! Mas por enquanto está muito difícil! Estou com medo de sair na rua e ser morta, estou com medo por minha mãe, depois do que me fizeram, aqueles policiais são capazes de tudo. Por essa razão fiz as devidas denúncias na Corregedoria da Polícia Civil e no Ministério Público, também procurei a imprensa para tornar o fato público e garantir minha proteção contra os policiais daquela delegacia. Confio em Deus e na Justiça, já que na polícia não posso confiar mais. Espero que este filme de terror tenha um final feliz.

Salvador, 23 de outubro de 2009.

Ludimilla Santana Teixeira

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Da violência simbólica ao racismo e a opressão social...

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Depois dizem que não existe racismo em nosso país, pois segundo o sociólogo Demétrio Magnoli autor do livro 'Uma gota de sangue", não existe raças diante de uma perspectiva social, e por isto a opressão e as suas desigualdades não podem ser justificadas por elas...

Sem comentários...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Depois da denúncia, eles se enquadraram



Depois de uma denúncia feita pela redação do blog junto ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) a partir de uma situação ocorrida com um irmão e cidadão soteropolitano em uma matéria anterior, o SIMM Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-obra procurou se enquadrar, mas claro que eles vão dizer que tudo já era planejado, só que basta vocês procurarem nas postagens antigas do nosso blog, compararem as datas das notícias e enxergaram a verdade.

Estamos aqui para fazer a ação e movimentação pelo coletivo!


Data da Publicação:
16/10/2009


A partir de segunda-feira (19) quem estiver à procura de emprego terá a internet como mais uma opção. A novidade está na implantação do projeto-piloto Sigae Web, que vai permitir o cadastramento de currículos, além do acompanhamento de processos seletivos realizados através do Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-obra (Simm).
Salvador é a segunda cidade do país a utilizar o novo sistema, oferecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que tem como objetivo oferecer mais comodidade aos candidatos, assim como reduzir o tempo de atendimento nos postos, que recebe uma média de 1.500 pessoas por dia. O sistema vai beneficiar também os empregadores que poderão cadastrar vagas, consultar currículos de candidatos, fazer convocação e registrar resultado de seleção.


Segundo a gerente do Simm, Hildenízia Chagas, o candidato terá a possibilidade de fazer o cadastramento a partir de casa ou de uma lan house, com a vantagem de não perder tempo no deslocamento e poupar gastos com transporte. "A novidade é muito positiva e não impede que o cidadão utilize os serviços nos postos como já vem fazendo normalmente", esclarece.


Para acessar o SIGA WEB é só digitar o endereço https://sigaeweb.mte.gov.br/trabalhador. Tanto o candidato quanto o empregador terá que obter um login e senha para efetuar os serviços.

domingo, 11 de outubro de 2009

A Onda: O pequeno facista que existe em nós


O caso tem uma base real, pois aconteceu nos Estados Unidos, mas seu desenvolvimento é pura ficção. Uma escola quer mostrar aos alunos as vantagens e desvantagens de determinadas formas de governo e concepções políticas. Um professor de cabeça arejada deseja pegar a turma que iria explorar os pressupostos do anarquismo. Mas a direção da escola o manda dar aulas de autoritarismo. E lá vai ele, com a melhor das intenções e o pressuposto didático de que a maneira correta de combater uma posição indesejável é mostrar quais são as consequências. O propósito é levar um ideário até seu limite.

Partindo desse princípio, o diretor Dennis Gansel trabalha, de maneira sutil, com as sementes de autoritarismo que existem na cabeça de cada um. Essa disposição pode ser vista como universal. Mas assume forma dramática no país onde se passa a história, a Alemanha, por conta do seu passado recente. Há um preâmbulo necessário. Os jovens já não podem mais nem ouvir falar em nazismo ou Hitler. "Não temos nada com o passado." A despeito disso, a proposta do professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é mostrar como ninguém está totalmente vacinado contra ideias totalitárias e como elas se criam, como atitude psicológica em indivíduos e grupos e como forma política.

Assim, a natural tendência à associação pode levar a uma radical separação entre quem pertence e quem não pertence ao grupo. A idolatria ao líder e o estabelecimento de limites entre o "fora" e ao "dentro", com a consequente intolerância em relação a quem é diferente e não adere ao grupo. Intolerância que pode, no limite, assumir todas as formas possíveis da violência. Isso acontece nas torcidas de futebol, grupos rivais de adolescentes, agremiações políticas. No limite, deu no nazismo e no fascismo.

Embora faça um filme de tese, Gansel trabalha com sutileza, sem forçar a barra. Mesmo porque sua fábula moral é a de uma espécie de aprendiz de feiticeiro. Alguém que manipula coisas perigosas, não sabe a hora de parar e chega a fins indesejáveis. O desfecho é ampliado em relação ao que aconteceu na vida real. Dramaticamente, mostra que a democracia e a aceitação da diferença são bens sempre precários, nunca de fato conquistados. A sombra do pensamento autoritário está sempre presente, no fundo de cada um de nós. Basta olhar para o dia a dia e se convencer disso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

É só clicar e baixar: livro grátis para Download



Título: A Política
Autor: Arististóteles
Aguce ainda mais o seu conhecimento!!!

É só clicar e baixar:

http://www.4shared.com/get/15577456/234f21fa/Aristoteles_-_A_politica.html

Racismo X Cotas

O Sociólogo Demétrio Magnoli foi totalmente infeliz em afirmar no último programa Canal Livre realizado pela BAND, se baseando apenas em argumentos científicos, a inexistência de raças; uma das suas falácias mais incoerentes proferida foi quando, o próprio, afirmou que o Brasil do século XIX não se utilizou do conceito racial para justificar a escravização humana, sinceramente eu acho que no mínimo ele deve ter surtado. O escritor do livro “Uma gota de sangue” que inclusive utiliza os conceitos raciais eurocêntricos para justificar a sua opinião em relação ao racismo, esquece que a questão vai muito mais além, pois o que ele propõe são cotas sociais para solucionar a questão das desigualdades dentro da nossa sociedade, só que no Brasil a multidão de pobres são oriundos dos primeiros miseráveis escravizados, que logo após libertados foram jogados nas ruas sem nenhum tipo de amparo social; e não tiveram outra alternativa a não ser voltarem para a escravidão, ou seja, oferecer a sua força de trabalho em troca de uma mera sobrevivência desumana, enquanto a “raça ariana” brasileira continuavam sendo beneficiada pelos seus títulos e nomes nobres, obtendo as posições de destaques e as melhores oportunidades dentro da sociedade. Atualmente a miscigenação amenizou a questão da estética da racialidade, mas o ilustre escritor prefere ver isto como ausência de raças, ou seja, de negros e índios, pois todos por aqui são pardos, porém o que houve historicamente foi o esbranqueamento da população brasileira com as imigrações no século XX, que por sua vez, veio ressaltar ainda mais o racismo no Brasil.



Agora meu caro Demétrio, observei as suas indagações, e concordo com você quando diz que a grave deficiência no sistema educacional público é o principal fator que contribue com a existência da política de cotas, e somente sobrevive por falta de uma ampla reforma da educação básica, bucando melhorar a qualidade de ensino-aprendizagem, mas deixo aqui outra indagação; será que com a melhora deste pilar social os afrodescendentes, negros e índios teriam acesso a esta educação? Acredito que ela ficaria gratuitamente para a elite branca e burguesa, e a conta seria nossa mais uma vez, assim como acontece nas universidades públicas. A questão não é só melhorar o sistema educacional público do nosso país, mas sim criar condições para que todos tenham acesso a ele sem discriminação.


Cientificamente acredito não existir raças, mas socialmente a racialidade está ferozmente incutida nas mentes das pessoas, e uma mentira repetida várias vezes a exaustão, assim como a propaganda nazista fazia na Alemanha, acaba se tornando uma verdade cruel, desumana e muito perversa pra quem vive do lado de cá, por isto sou a favor da reparação.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Desaparecidos


Por favor ajude a encontrar os meus companheiros e irmãos!!!

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O Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil, denominado "Memórias Reveladas", foi institucionalizado pela Casa Civil da Presidência da República e implantado no Arquivo Nacional com a finalidade de reunir informações sobre os fatos da história política recente do País.

Dando continuidade a iniciativas dos últimos governos democráticos, em novembro de 2005, o Presidente Lula assinou decreto regulamentando a transferência para o Arquivo Nacional dos acervos dos extintos Conselho de Segurança Nacional, Comissão Geral de Investigações e Serviço Nacional de Informações, até então sob custódia da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e passou à Casa Civil a coordenação do recolhimento dos arquivos.

O Centro constitui um marco na democratização do acesso à informação e se insere no contexto das comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um pedaço de nossa história estava nos porões. O "Memórias Reveladas" coloca à disposição de todos os brasileiros os arquivos sobre o período entre as décadas de 1960 e 1980 e das lutas de resistência à ditadura militar, quando imperaram no País censura, violação dos direitos políticos, prisões, torturas e mortes. Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.

A criação do Centro suscitou, pela primeira vez, acordos de cooperação firmados entre a União, Estados e o Distrito Federal para a integração, em rede, de arquivos e instituições públicas e privadas em comunicação permanente. Até o momento, em 13 Estados e no Distrito Federal foram identificados acervos organizados em seus respectivos arquivos públicos. Digitalizados, passam a integrar a rede nacional de informações do Portal "Memórias Reveladas", sob administração do Arquivo Nacional.

Essa iniciativa inédita está possibilitando a articulação entre os entes federados com vistas a uma política de reconstituição da memória nacional do período da ditadura militar. Os acordos firmados entre a União e os Estados detentores de arquivos viabilizam o cumprimento do requisito constitucional de acesso à informação a serviço da cidadania.

Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos a democratização do Estado e da sociedade. Possibilitando o acesso às informações sobre os fatos políticos do País reencontramos nossa história, formamos nossa identidade e damos mais um passo para construir a nação que sonhamos: democrática, plural, mais justa e livre.

Dilma Vana Rousseff
Ministra-Chefe da Casa Civil

http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/

http://www.desaparecidospoliticos.org.br/

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Com a boca no mundo e revolucionando...

A paz sem voz, não é paz é medo, pois é, eu vim aqui pra dizer que não tenho medo do sistema, e não estou aqui pra conservar a paz pra tentar ser feliz, pois não terei felicidade enquanto ver os meus irmãos sofrerem, serem torturados e mortos, e os espaços aqui são pra fazer a comunicação fluir, e oportunizar os excluídos a dizerem aquilo que pensam, por isto somos “Digo & Penso”, não estamos aqui pra fazer valer o pensamento burguês excludente e a sua paz momentânea.

Ser underground é uma filosofia, um estado de espírito, ser comunidade é um privilégio, e só sabe disto quem vive, é pela paz que eu não quero seguir admitindo:


Discriminação

Exclusão

Injustiça

Coação

Intolerância

Escravidão

Preconceito

Privação de Direitos

Fome

Miséria

Caos

Desigualdade...



A minha alma está armada e apontada para cara do sossego e de quem for contra os meus irmãos, não me abato com nada, se quiser me calar vão ter que fazer melhor que isto, pois só vou parar de dizer aquilo que penso no momento em que a minha alma não estiver mais armada, ou seja, quando ela não estiver mais comigo...

As ameaças, apenas me alimentam...

El Marghella

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Com a boca no mundo e divulgando!!!

Vale a pena conferir galera, mais uma cria do movimento Hip Hop em Salvador, é isto aí galera vamos navegar em outros mares e invadir outras terras...

Degustação de material segue nos link’s abaixo:


www.calibredorap.blogspot.com

www.timedrua.blogspot.com




terça-feira, 1 de setembro de 2009

Agente Duplo? Traidor? Vítima?

No último domingo assisti a entrevista com o polêmico e controverso Cabo Anselmo, realizada no programa Canal Livre da Rede Bandeirantes, e fiquei perplexo com o tamanho grau de ingenuidade de um homem que participou de treinamentos de guerrilha em Cuba e fez parte da VPR – Vanguarda Popular Revolucionária liderada por Carlos Lamarca e disse que durante a revolta dos marinheiros não sabia quem era Carlos Marighella e se sentiu coagido a ler o seu manifesto, afirmando não ter idéia das proporções do seu gesto, alegando apenas defender os direitos dos militares praças da Marinha Brasileira. Sinceramente não convenceu, numa roda de bate volta de perguntas onde o tempo todo o Cabo Anselmo se contradizia, o próprio se defendia expondo por diversas vezes que tudo não passava de um misticismo em relação ao seu nome. O mais repugnante para mim foi quando ele afirmou ter delatado os seus companheiros, sendo que um deles era a sua própria namorada Soleda que gerava um filho dele dentro do seu ventre, justificando para o ocorrido a sua descrença em relação à ideologia socialista, pois é, a maioria dos seus companheiros delatados foram mortos, inclusive a própria Soleda, fato que para ele seria uma surpresa diante do cenário hostil e brutal protagonizado pela ditadura. A sua descrença não seria um motivo forte para que ele agisse como um agente duplo, desde quando teve chance de fugir para outro país de acordo com as suas próprias palavras contraditórias proferidas durante a entrevista diante das indagações dos jornalistas da Band.


O ex-cabo da Marinha se desviava das perguntas e tentava conduzir o debate para uma via de esquivas e controvérsias, inclusive em determinado momento chegou até mesmo acusar a ALN – Ação Libertadora Nacional de matar militares sem nenhum motivo e causa, por pura banalização. É estarrecedor crer que este homem não tivesse um senso de consciência e agisse apenas por impulso ou somente pela sua própria sobrevivência. E o mais cômico de tudo para não dizer trágico, foi que na última pergunta feita na entrevista pelo apresentador Boris Casoy, depois de muitos desvios e esquivos, ele clamou pela conscientização dos jovens em relação à busca do conhecimento e pelos seus processos ideológicos, realmente, “ideologia, eu quero uma pra viver”, pois como dizia Cazuza, “os meus heróis morreram de overdose” e se meus inimigos hoje estão no poder, foi graças à ajuda ingênua e inconsciente de figuras como o Cabo Anselmo que contribuíram para a história mal sucedida do nosso país.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

História, cultura e informação gratuita para download!!!

O povo brasileiro foi privado da sua própria história política e social, até hoje a memória nacional vive dentro de um verdadeiro abismo obscuro, impedindo o país de se desenvolver intelectualmente e socialmente, justamente por isto estamos deixando duas obras disponíveis para download com fins de resgatar a memória política-social da nação e entender algumas das nossas manifestações históricas e suas facetas mostrando quem esteve do lado do povo, dentro de todos estes processos vividos lá no nosso passado, e quais as mudanças ocorridas e se elas trouxeram grandiosos benefícios ao Brasil.


É só entrar, baixar e degustar!!!

Segue link abaixo para download:

http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/index.php?storytopic=691

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mais um golpe militar?


O blog Correio do Estado, postou recentemente nesse mês uma matéria onde o governador da Bahia Jaques Wagner fez algumas declarações absurda em relação aos Policiais Militares do Estado da Bahia, isto causou revolta gerando um monte de comentários no blog manifestando a indignação dos policiais, alguns destes comentários vieram de militares de outros estados, o que achei bastante interessante e decidi divulgar aqui no nosso blog, será que teremos outro golpe militar? Será que o carimbador maluco voltará? Cuidado sociedade civil, pois os senhores da guerra ameaçam a volta dos anos de chumbo.


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Governador da Bahia diz que policiais militares ganham dinheiro demais, pois não merecem nem mesmo o que recebem

“O Governador da Bahia, disse que não dará nem um centavo de
reajuste salarial para os militares. Quem não tiver satisfeito com o que ganha, que peça desligamento da Policia Militar".


O Governador da Bahia Jaques Wagner, disse ontem a noite em reunião com seus assessores que, os policiais militares da Bahia, ganham dinheiro até demais, pois não merecem nem mesmo o salário que recebem. Afirmando que, um soldado da Policia Militar, trabalha muito pouco, e quer ganhar mais que um oficial. Isso é injusto, e não darem
os nenhum reajuste salarial para estes baderneiros, que até mesmo em serviço vivem torturando a sociedade.
Já aceitei o pedido de coletes a prova de balas para todos os militares da Bahia, e o curso de direção para veículos operacionais. Isso é o suficiente, e custa muito dinheiro. Um colete é muito caro e o curso também, pois não serão ministrados por professores da Bahia, Eles virão de outros estados, mas ainda não tenho data prevista, bem como não aceitarei pressão de soldado de policia. Disse o Governador da Bahia, indignado com as pressões dos militares.
Eles Querem ainda armas modernas, mas não sabem quanto custa e apesar de estarem na Policia Militar a tantos anos, não sabem nem mesmo manusear as armas que temos no momento e que não são armas antigas. São pistolas modernas e outros armamentos avançados, iguais aos das Companhias Especiais. Só que os policiais militares estão procurando de todas as formas me pressionar, na tentativa de conseguir reajuste salarial. Mas não terá acordo, não vou dar nenhum reajuste salarial, e aquele policial, seja ele soldado ou sargento que não esteja satisfeito com o pouco que ganha, peça desligamento da corporação e aceitarei com o maior prazer, até porque na Bahia, existem muitos desempregados aguardando uma vaga na Policia Militar.
Se a Policia Militar entrar em greve, tenham certeza que colocarei a policia Civil da Bahia nas ruas, bem como o Exército e se preciso for a Marinha e Aeronáutica. Mas a Bahia não ficará sem segurança devido á irresponsabilidade de soldados e sargentos de policia. Finalizou Jaques Wagner.


Comentários


Anônimo disse...

Sou Policial Militar de Minas Gerais e estou atônito com as palavras do governador da Bahia. Amigos, lembrem-no de que quem faz valer o poder dele são os militares. Ele dá a ordem e a farda é que faz este comando se transformar e ação. Lembre-no de 31 de março de 1964, isto mesmo, os militares são os que mandam.
Se ele agora manda, é por que os militares o permitem. Se os militares decidirem por tirá-lo do poder, com certeza, tiram-no. Militar não faz greve, faz motim, ou seja, ameaça tomar o poder. Mobilização de militar é risco de resbalo na estrutura de qualquer país. As PM's são forças reservas e auxiliares do Exército Brasileiro. São cópia da hierarquia e disciplina das forças armadas. Se polícia civil tem poder, é por que a "farda" o faz valer, entenderam? Cuidado governantes civis, lembrem-se do período de 64 a 85, o poder só foi devolvido por que os militares julgaram que seria momento para isto. Agora, quando acharem ser necessário inter vir, com certeza, assim o farão. Tomem cuidado, não fiquem insultando o elefante pois ele está evitando mostrar para os senhores a força que tem. Cuidado, todo e qualquer poder em um país só se faz valer por meio da farda. Se não sabem, uma das várias condições que os militares impuseram para a passagem do poder aos civis em 1985 foi a manutenção das PM's militarizadas e vinculadas ao Exército Brasileiro. Não sabiam disto não? Imaginem o por que disto? Governador baiano, não seja burro, "você" é governante e militar é poder. Você está no governo e os militares é que permitem e fazem valer o seu governo. Se os militares resolverem tomar o poder, adeus, com certeza voltará aquele tempo de cassação e ditadura como tivemos. Não fale alto com sua força não amigo, você governa e eles (os militares) mantém e fazem valer o seu governo. Você está sendo burro, meu amigo. Acordem meus amigos, vejam que os militares estão calados demais, só assistem a t udo de maneira passiva. Assim é a vida do militar, quando tem de agir, vai agir. E você civis se surprenderão. Isto é só uma alerta aos senhores que acham que mandam em militares. Podem até mandar mas é por que os estes se deixam ser controlados. Mas saibam, militar pensa em silêncio e, quando age, mostra o poder que tem. Abraços.


Anônimo disse...

Bem senhores meu nome é Anderson e sou policial militar no Distrito Federal, temos acompanhado o movimento dos companheiros da Bahia e digo a vocês que é totalmente legítimo e que é mais do que obrigação do Estado a manutenção de suas policias. Quando se fornece meios e cursos para os policiais, quem guanha é a sociedade essa mesma que elegeu e paga esse tão infeliz governante, mais não é nenhuma surpresa suas atitudes, uma vez que este também é membro do PT( P
artido dos Trapaceiros), estelionatários políticos é o que estes são, um governador que não respeita as instituições que formam o Estado Democrático de Direito não marece nem estar a frente do seu Estado, cassação de mandato para ele. Companheiros, continuem a operação dos senhores, abordem e exijam o cumprimento do que prevê o artigo 37. da Constituição Federal, nada mais, (Legalidade, impessoalidade e moralidade) só estas já bastam, abordem os carros do Estado garanto a vocês que 90% estará não licenciados, incluíndo os carros das coorporações e carro não licenciado não pode rodar, lembrem-se que o governador é responsável pelo cumprimento fiel da lei, sendo assim se estes errados estiverem ele estará sujeito a ser responsabilizado por IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, força companheiros e não parem a luta, vocês são muito superiores a esse boçal. A luta é árdua mais a vitória é certa!!!


Sgt Sergipe disse...


PM de Sergipe Companheiros a luta em Sergipe também foi muito grande, mas aqui o Governador se sensibilizou e entrou em acordo com a categoria. Mas confesso que nunca ouvi Governador falar assim da Polícia Militar. Aqui fomos valorizados, e espero que estas palavras do Governador seja somente da boca pra fora. Já que o soldado não vale muita coisa, como ele pensa, então eu pergunto. Poque ele está rodeado de militares? Avante companheiros.


Anônimo disse...


Sou PM do Pará e tenho certeza que se ele nao andasse de carro blindado e morasse numa favela dessas ai da vida ele nao falaria a merda que falou uma coisa dessas mas tenho certeza que ele vai engolir essas porcarias que ele falou.



Willian disse...

Declarações assim
só serve para mostrar o quanto os governantes estão se lixando para as Polícias Militares. Então se os PMs não se unirem e não se fortalecerem serão sempre execratos por esses governantes bandidos. Sempre desrespeitando policiais valorosos, que se colocam na linha de tiro pra defender a sociedade. lastimável a conduta desse governador, mais seria muito mais surpreendente se ele nao fosse do PT, Partido de trairas. Senhores Policias Militares, os senhores têm mais e que brigar pela DESMILITARIZAÇÃO da PM.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mais uma utilidade e oportunidade!!!


Juventude Cidadã abre 680 vagas de qualificação para jovens carentes na capital

20/08/2009

Na semana de 17 a 21 de agosto, a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) inicia as inscrições para a 4ª etapa do Projeto Juventude Cidadã, voltado a jovens carentes de várias regiões do estado.


Para comunidades carentes de Salvador, são 680 vagas, distribuídas em oito (08) áreas de atuação profissional. Os cursos foram montados a partir da carência de profissionais detectada no município, o que facilitará a futura inserção dos jovens qualificados no mercado de trabalho.


A ação é resultado de uma parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), e faz parte do Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (PNPE).


O Projeto Juventude Cidadã surge com o intuito de suprir a deficiência de qualificação histórica detectada na Bahia e no país, de uma forma geral. O foco é direcionado exatamente para os jovens de famílias carentes, dando condições para que despertem para o mundo do trabalho e estejam aptos para iniciar um caminho profissional.


Após a conclusão dos cursos, prevista para 04 de dezembro, os jovens serão imediatamente cadastrados nos sistemas do SineBahia para que possam concorrer as vagas intermediadas. A captação de postos de trabalho realizada pelo serviço vai colocar à disposição dos empregadores, com prioridade, os jovens qualificados no programa.


LOCAL DAS INSCRIÇÕES POR ZONEAMENTO (até 21/08)


Local: CEFET / Barbalho – 390 vagas


Salvador – zonal / Barbalho Turismo 90
Inst. Elétrica 120
Telemática 60
Soldador 80
Caldeireiro 40
Barbalho / Estrada da Rainha / Lapinha / Caixa D´água / Pelourinho


Local: Colégio Luís Eduardo Magalhães (Beirú) – Rua Nelson Rufino S/N
Salvador – zonal Tancredo Neves Meio Ambiente 60
Auxiliar de cozinha 60
Turismo 60
Tancredo Neves / Beirú / Narandiba / Doron / Saboeiro (180 vagas)


Local: Escola Terceiro Milênio (Mata Escura)
Salvador - Mata Escura Construção Civil 50

Mata Escura / Santo Inácio / Estrada das Barreiras (50 vagas)


Escola Estadual Almirante Barroso (Paripe) – Ladeira do Menor

Salvador - Paripe Auxiliar de Cozinha 60
Paripe / São Tomé de Paripe e adjacências (60 vagas)


A CARGA HORÁRIA TOTAL É DE 400 HORAS, DIVIDIDAS EM QUATRO (04) MÓDULOS:
1. Cidadania e Direitos humanos (100 horas)
2. Qualificação profissional (200 horas)
3. Orientação para serviço civil voluntário (25 horas)
4. Preparação para inserção no mundo do trabalho (75 horas)


CRITÉRIOS PARA PARTICIPAR:


1. Jovens estudantes da rede pública, cursando o ensino médio ou que, preferencialmente, tenham concluído o Ensino médio (2º grau).
2. Com idade de 16 a 24 anos.
3. Que nunca tenham trabalhado e que, durante a duração do programa, não estabeleça vinculo empregatício.
4. Seja membro de família carente, com até meio salário mínimo de renda per capta
5. não tenha participado de outros projetos de qualificação vinculados ao Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro emprego (PNPE), como o Programa Trilha, por exemplo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ditadura Pós-moderna! O que mudou de lá pra cá?


Ontem mais uma vez assisti uma obra audiovisual do nosso cinema brasileiro que retratava o período mais obscuro da nossa história protagonizado pela ditadura militar, e vi o quanto somos desinformados da nossa verdadeira memória, uma imensa e profunda amnésia social que a nação brasileira vive mergulhada até hoje. O filme mostrava a censura, a tortura, e a dominação dos meios de comunicação pela ditadura, ou seja, enquanto a nação era amordaça e os direitos à liberdade de expressão eram destroçados; muito sangue também era derramado em prol de um regime opressor; eles nos davam uma falsa sensação de que tudo estava bem, o simulacros do país do samba, mulata e futebol era estereotipado no exterior, enquanto famílias e lares eram despedaçados. Depois de mais uma vez refletir diante destas informações, me indaguei se de lá pra cá alguma coisa mudou em nosso país; pude perceber que a censura foi amenizada, a dominação dos meios foram bem distribuídas e maquiadas para dar uma falsa impressão de liberdade, até o direito de escolher os nossos governantes, desde que sejam os mesmos de sempre que causaram o verdadeiro caos social, foi nos dado. Eles devem nos perguntar, o que vocês querem mais? Nós queremos uma democracia legítima, pois não vivemos em um regime democrático, pois as nossas escolhas são limitadas e a maior parte dos nossos direitos são negados para satisfazer o capital de uma pequena parte gananciosa por poder. Que regime é este? Onde os pais da ditadura ainda estão no poder e os filhos dela são inertes! Onde nas ruas ainda existe a máquina de “repressão do estado” militarizada, a qual conhecemos como polícia militar! Acredito que poucas coisas mudaram de fato, mas alguns passos foram dados para tais mudanças, mas precisamos acelerá-los, pois ainda vivemos em uma crise de identidade por desconhecer a nossa memória, e isto nos faz reféns das torturas que nunca saíram de cena, mas que com aquela velha receita de pão e circo são facilmente esquecidas.

Vejo em meu estado a policia militar lutar por melhores salários para o seu sustento, tanto familiar como profissional, mas a luta deveria ser por uma polícia democrática que se libertasse do militarismo que os impede de serem dignos e respeitados, pois a libertação dos grilhões da polícia implicaria diretamente na retirada das nossas mordaças, as quais fomos sentenciados pelo nosso sistema. A prova de que a luta pela desmilitarização da polícia seria um afronto para a nossa ditadura pós-moderna, fica evidente quando na última vez que policiais se aquartelaram com fins de reivindicar por melhores condições de trabalhos e salários, o exercito foi mandando pras ruas não somente para garantir a segurança da população como o governo frisava o tempo todo, mas sim para reprimir o próprio militarismo, impondo de forma incondicional e ostensiva o fim da greve, agora imaginem se todas as polícias militares do país decidirem se mobilizar para as suas desmilitarizações? A ditadura pós-moderna enfurecida com certeza colocaria os seus tentáculos de fora para mandar mais uma vez as forças armadas pras ruas garantirem a ordem e progresso, ironicamente até a frase do nosso símbolo nacional é pedante e impositiva, pois diante das atitudes reveladas pela nossa história nos dá várias conotações daquilo que é dito, ou pior, ditado o tempo todo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Oportunidade de igualdade!!!

Curso gratuito vai preparar afrodescendentes para concursos públicos

No dia 27 de julho, às 14h, a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) assinam convênio para implementação do Projeto Integrado de Ação Afirmativa: Formação para Concurso Público e Qualificação Sócio-Profissional.


Dirigido a 200 homens e mulheres negros, maiores de 18 anos, com baixo poder econômico, egressos do 3º ano do ensino médio da rede pública de ensino, o projeto é financiado com recursos do Governo do Estado, por meio do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Funcep).


O contrato será assinado pelo secretário de Trabalho, Nilton Vasconcelos, o reitor da Uneb, Lourisvaldo Valentim, e a diretora executiva do Funcep, Maria Morais de Carvalho. O projeto é parte da Agenda Bahia do Trabalho Decente, atendendo ao eixo da promoção de ações que estimulem a igualdade no mundo do trabalho, em especial as relativas às questões de gênero e raça.


A proposta, a ser implementada em agosto, em Salvador, oferecerá, gratuitamente, curso preparatório para concursos públicos, disponibilizando aulas de qualificação social e profissional ampla na área administrativa.


A estrutura pedagógica dos cursos na modalidade presencial e a distância foi elaborada com o objetivo de atender as exigências e as especificidades de ensino de cada disciplina nos dois formatos. O projeto consiste no desenvolvimento de atividades formativas, culturais, educacionais, técnicas e de intervenção social.

Opinião do Blog

O mais engraçado é que desde que foi anunciada a proposta do curso, o SEPROMI - Secretária de Promoção da Igualdade afirmou em noticiário que as informações estariam sendo divulgadas no site da UNEB em pouco tempo, no entanto o Digo & Penso acompanhou durante duas semanas a publicação e nada ocorreu, sendo que a pouco ligamos para ASCOM - Assessoria de Comunicação da UNEB e a secretaria prometeu atualizar até o final da tarde de hoje as informações no site; fica aqui registrado a sugestão para que os profissionais de comunicação e tecnologia da informação da UNEB tenham mais cuidado com os dados importantes que são de fundamental interesse da comunidade, pois o prazo para inscrição deste curso é curtíssimo e a demora da sua divulgação pode acarretar um prejuízo enorme para o público-alvo interessado.


Poluição Visual "Efeito esponja molhada"


Termina hoje o prazo para recadastramento publicitário

A Superintendência de Controle e Ordenamento de Uso do Solo do Município (Sucom) encerra hoje o prazo para que as empresas exibidoras de publicidade recadastrem outdoors e painéis sob sua responsabilidade.

O recadastramento das peças licenciadas serve para atualizar os dados da Gerência de Análise e Licenciamento de Atividade e Publicidade (Gerap) da Sucom, tendo como principal objetivo o combate à poluição visual na cidade.

O procedimento é uma determinação da superintendência, com base no Decreto Municipal nº 12.642/00 - que regula a exibição de publicidade na capital baiana - e seu descumprimento pode acarretar medidas legais, a exemplo da suspensão do licenciamento dos engenhos publicitários. Mais informações sobre o licenciamento de publicidade no site do órgão ou através do Alô Sucom - 2201-6900.

Leis e normas - De acordo com o artigo 15 do Decreto n° 12.642/00 (que regulariza o uso de publicidade em Salvador), fica proibida a colocação de qualquer meio ou exibição de anúncio em viadutos, pontes, túneis, elevados, passarelas, cais, árvores, postes de sinalização de trânsito ou de iluminação pública.

O Código de Polícia Administrativa do Município (lei n° 5.503/99) também dispõe sobre o assunto no artigo 52, proibindo a fixação de cartazes, publicidades ou propagandas de qualquer natureza em locais como viadutos, passarelas, pontes, canais, túneis, postes de iluminação, sinalização de trânsito, caixa de correios, telefones, entre outros.

Relatório - A Sucom enviou para o Ministério Público, na última sexta-feira (31), um relatório com informações sobre empresas e estabelecimentos comerciais que vêm contribuindo para a poluição visual na cidade através de publicidades irregulares. O documento traz em anexo fotos de peças publicitária afixadas em postes, muros, viadutos, pontos de ônibus, telefones públicos e demais imobiliários urbanos.

As ações para identificação de publicidades irregulares estão sendo realizadas nas principais avenidas e ruas de Salvador. Apenas entre os dias 27 e 31/08, cerca de 300 peças publicitárias em desacordo com a legislação municipal.

Os registros se referem a anúncios de cursos e faculdades, serviços de conserto de aparelhos eletrodomésticos, sendo a maior parte de serviços esotéricos. Os responsáveis pelas propagandas cadastradas pela Sucom já tiveram os endereços localizados e vão receber autos de infração.

Com a boca no mundo... "Greve da Polícia Militar"



Vivemos em um modelo de sociedade ultrapassado dentro de uma crise de identidade, existencialismo e memória social, e por este motivo não consigo entender como podemos nos considerar um regime democrático, onde temos uma estrutura da década de 40 vigente ainda em nossa nação. Então como sobrevive uma máquina de repressão militar dentro de uma democracia? O mais interessante é que o militarismo engessa o aparelho repressor do próprio Estado, o impedindo de lutar pelos seus interesses corporativistas; será que não seria melhor enterrar o nosso passado ruim e aprendermos viver em liberdade e comunhão? O feitiço vira contra o próprio feiticeiro quando o seu código de conduta o impede de transformar a sua própria realidade.

A Polícia Militar do Estado da Bahia mais uma vez vive a sua crise ideológica de identidade rompendo com as suas próprias bases e contradizendo o seu código de conduta, acredito que para implementar mudanças permanentes neste processo seria melhor que todos os policiais trocassem de distintivos, mas como aqui é um espaço público onde até mesmo a hierarquia militar tem o direito de expressar as suas opiniões dentro de uma das poucas mídias democráticas que sobrevive sob as ameaças de intervenções políticas; vamos publicar a insatisfação e manifesto dos nossos policiais militares:


Trechos da carta de um policial.

SENHORES OFICIAIS,


É TRISTE VER A NOSSA INÉRCIA, ESTAMOS ESPERANDO QUE MAIS UMA VEZ AS PRAÇAS GANHEM ALGO PARA NÓS, UMA COMPLETA VERGONHA, PARASITAS. É LAMENTÁVEL VER O COMANDO DANDO UM SHOW DE DESFAÇATEZ E CARA DE PAU EM TODOS OS JORNAIS DO ESTADO E DO PAÍS.
O COMANDO VEM PERSEGUINDO OS SUBORDINADOS E CUIDANDO PARA QUE NINGUÉM ESTUDE E TENHA UMA VIDA DIGNA.

MATAR? MORRER? OU SIMPLESMENTE DEIXARMOS A COVARDIA DE LADO?

O NOSSO GOVERNADOR COLOCOU O CMT GERAL ESTRATEGICAMENTE À FRENTE DAS NEGOCIAÇÕES, UM POBRE COITADO QUE NÃO TEM PODER DECISÓRIO NENHUM (ZERO) SEM FALAR QUE DEVE ESTAR SEM DORMIR A UNS VINTE DIAS, TUDO PELOS NOVE MIL DO SÍMBOLO. A PROSTITUIÇÃO PELO TAL AGRADO ESTÁ ENFRAQUECENDO O MOVIMENTO E NÓS, A MAIORIA, ESTAMOS SUCUMBINDO, ESTAMOS NOS RENDENDO. NA MANHÃ DO DIA 10AGO09, SEGUNDA, A TROPA DO BATALHÃO DE CHOQUE PAROU E O CMT GERAL FOI LÁ E PROMETEU O QUE PODIA E NÃO PODIA, E AQUELES MILICIANOS FORAM ÀS RUAS, QUAL O MOTIVO?

DÁ NÁUSEAS VER COMANDANTES REUNINDO SUAS TROPAS TRADUZINDO FIELMENTE O QUE OUVIRAM NAS REUNIÕES COM O COMANDO GERAL, SÓ BESTEIRA, DISCURSO DO GOVERNO, DISCURSO DE GAVETA, E AI DE QUEM NÃO REPRODUZIR. FICO IMAGINANDO QUANDO ESTES ÚLTIMOS BOTAM SUAS CABEÇAS NO TRAVESSEIRO.

AS ASSOCIAÇÕES DEVERIAM SE NEGAR A NEGOCIAR COM O CMT GERAL, SAIR DE DENTRO DO QUARTEL. QUARTEL NÃO É LOCAL DE NEGOCIAÇÃO. NEGOCIAR COM UM SUPERIOR HIERÁRQUICO NÃO É O MELHOR CAMINHO, NÃO É CONFORTÁVEL TEMOS QUE SENTAR COM ALGUÉM DO GOVERNO E QUE TENHA PODER DECISÓRIO, USEMOS ALGUMA COISA DO GERENCIAMENTO DE CRISES. O SISTEMA, MANCOMUNADO COM A IMPRENSA ESTÁ GANHANDO TEMPO E ENFRAQUECENDO O MOVIMENTO. AS UNIDADES DO INTERIOR NÃO SABEM O QUE ESTÁ OCORRENDO NA CAPITAL, ISSO É VERDADE E É SÉRIO.

A SOCIEDADE, A IMPRENSA, OS COLEGAS NO INTERIOR, NOSSOS PARENTES, TODOS TEM QUE SABER DA NOSSA BOCA, DOS NOSSOS TELEFONES GRAMPEADOS QUE NÃO TEM VIATURA NAS RUAS DA CAPITAL BAIANA E QUE AQUELAS QUE ELES ASSISTEM SÃO DA ADMINISTRAÇÃO TAPANDO UM BURACO. TEMOS QUE DIZER. TEMOS QUE NOS ARTICULAR, SOLTAR A VOZ. USAR OS MEIOS LEGAIS. DOIS GATOS PINGADOS CONSEGUEM PASSAR UMA FALSA SENSAÇÃO DE SEGURANÇA E NÓS, MILHARES, NÃO CONSEGUIMOS MOSTRAR A REALIDADE, A SABER: DE SEGUNDA PARA TERÇA OCORRERAM NOVE HOMICÍDIOS E VINTE E QUATRO CARROS FORAM TOMADOS DE ASSALTO.


SIMBOLICAMENTE SANGUE DE COMPANHEIROS JÁ ESTÁ SENDO DERRAMADO, MUITOS JÁ ESTÃO COM SUAS CARREIRAS COMPROMETIDAS, LEIA-SE FUTURO DA FAMÍLIA. VAMOS VER UM OU DOIS LUTANDO SOZINHOS. OS SOLDADOS FICAM ESPERANDO E CABREIROS. E NÓS? TEMOS MEDO DE UMA RENCA DE DESMORALIZADOS, UNS QUE CAÍRAM AQUI POR ACASO, POR QUATROS ANOS FAMINTOS E SEDENTOS POR DINHEIRO E PODER E OUTROS CAQUÉTICOS QUE JÁ DEVIAM TER IDO EMBORA E ESTÃO INERTES, NÃO PARA NOS AJUDAR, MAS PARA POSSIVELMENTE ASSUMIR O CMDº GERAL. O GOVERNO REUNIU "OS NOSSOS CORONÉIS" E DISPAROU: "RESOLVAM ESTÁ MERDA OU BAIXO UMA LEI AMANHÃ MANDANDO TODOS COM MAIS DE TRINTA ANOS DE SERVIÇO EMBORA (PARA RESERVA)”.


Depois de lê com bastante atenção este manifesto realizado pelos policiais militares fico imaginando se toda esta estrutura denunciada acima, ainda tem condições de sobreviver em pleno século XXI, pois para mim fica provado que o sistema é caduco e o aparelho executor do Estado é inerte, ou seja, só serve como ornamento psicológico, ou melhor, como amuleto para espantar o mal social que nos assola “o inimigo visível” criado pelo próprio sistema através da repressão.